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Cardápio Maideníaco da Semana!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Por Sérgio Leopoldo

Saudações Metalsplashers!!!!

Pegando carona na mais recente visita da Toda Poderosa Donzela de Ferro, decidi que em nosso menu teríamos um aperitivozinho para aqueles que, assim como eu, irão banquetear-se com o prato principal no Autódromo de Interlagos!!!

E que fique claro que desta vez: o Chefe vai dividir as teclas do PC com o Maideníaco!!!

Todo grande império começa pequeno, de um ponto de partida que define quais reinarão e quais serão esquecidos. No caso de nossos heróis britânicos, ela começou em 1981 com o primeiro, e mais querido, álbum da banda o bom Iron Maiden.

Este álbum além de trazer clássicos como “Running Free”, "Phantom Of The Opera”, a faixa título e a engraçadissima “Charlot The Harlot”, trazia na capa, aquele que é sem dúvida o maior ícone que a música já conheceu: Mr. Eddie The Head!!! O personagem é tão querido, e talvez até mais famoso que os músicos da banda.
Um ano depois a banda sofre uma grande baixa. Perde seu vocalista, o arruaceiro, porém extremamente simpático, Paul Di Anno. Mas tal como a fênix que ressurge majestosamente de suas cinzas, o “general” Harris não deixou a peteca cair, e o resultado?

O mundo viu surgir um dos poderosos e eficientes times que a música conheceu.
O mega-platinado álbum “The Number Of The Beast” foi lançado e nunca mais o mundo esqueceu o famoso trecho bíblico que inicia a faixa título. “Run To The Hills”, “Children Of The Damned”, “Hallowed Be Thy Name” são sem dúvida nenhuma os riffs mais inconfundíveis e inesquecíveis da história!!!

Dois anos depois a Donzela mostraria para o mundo um poder de fogo que jamais alguém diria que uma banda com tão pouco tempo de estrada teria coragem. Mas como eu disse lá em cima, no show business não há espaço para tolos ou covardes!!!
Fazendo uma das mais longas e produzidas turnês da sua história, o Maiden levou seu heavy metal para todos os cantos do mundo com sua “Powerslavery Tour”.

E claro que nós não ficamos de fora, pois foi justamente nessa turnê que o Iron passou pelo Brasil pela primeira vez, tocando no saudoso e verdadeiro Rock In Rio. Foi quando nasceu uma das mais belas histórias de amor e fanatismo que o mundo da música conheceu.
Mr. Steve Haris e cia sempre fizeram questão de dizer o quanto eles eram apaixonados e admirados pela devoção que nós temos com eles.

Depois disso? Clássico atrás de clássico: “Somewhere in Time” e “Seventh Son Of a Seventh Son” vieram recheados de petardos que não demoraram a cair no gosto dos fâs, apesar de nestes dois álbum ficar nítido a mudança no direcionamento sonoro da banda.

Mas nada que assustassem os fãs, pois o fraco “No Prayer For The Dying” e o regular “Fear Of The Dark” caíram no gosto da galera e musicas como “Mother Rússia”, "Bring You Daughter To The Slaughter”, “Be Quick Or Be Dead”, a balada “Wasting Love” e, é óbvio, “Fear of The Dark" são presençsa garantidas em alguns shows.

Mas infelizmente “havia algo de podre no reino da Dinamarca”, e logo a pós a “Fear Of The Dark Tour”, Bruce Dickinson anuncia sua saída da banda para se dedicar a sua carreira solo.

Aqui começa o trecho em que alguns de vocês vão querer trocar de site, mas eu seguirei assim mesmo.
Sim, é verdade. “The X Factor” e “Virtual XI” não podem ser comparados aos supracitados diamantes.
Mas só por isso eu vou deixar de dizer que eles são bons discos? NUNCA!!! JAMAIS!!!!

E nem os 120.000 que lotaram o Pacaembu no ensolarado dia 28 de Agosto de 1996 para assistir a apresentação dos ingleses.
Além disso Blaze Blayely, além de ser um cara muito simpático e sempre receber a todos com um sorriso de orelha à orelha, cumpriu dignamente seu papel na banda e músicas como “Sign Of The Cross”, "Man On The Egde”, Vírus”, “Clan’s Man” e “When Two Worlds Collide” com certeza jámais sairão dos ouvidos, do coração e das lagrimas deste que vos serve!!!!

O resto? Ainda esta sendo magnificamente escrito e, mesmo não “soando ironmaidânicamente”, tem cumprido a promessa de se manter na atividade, mesmo que seja só tocando os clássicos.

Enquanto enxugo minhas lágrimas, vou me despedindo de todos.
Para aqueles que beberão comigo no show: Heineken de peferência.
Para aqueles que vão ficar do lado de fora sendo “true headbanger”: no Ebay tem fralda geriátrica com caveirinhas!!!

Até Domingão no chat do Programa Metalsplash e no autódromo, seus bastardos!!!!!

E Dia 29 MetalSplash Fest I !!!!!
KEEP ON ROCKINGG FRIENDS!!!!

Cardápio da Semana

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Saudações headbangers!!

Pra animar mais esta segunda feira, que tal um cardápio só com o melhor do nosso underground??

Vamos começar falando do Avec Tristesse!

Formada no início do ano 2000, a banda Avec Tristesse só teve sua formação definida na segunda metade do mesmo ano. Em 2002, o disco “RAVISHING BEAUTY” foi lançado no Brasil, através da gravadora Hellion Records. Seguiram-se apresentações bem sucedidas como no festival Setembro Negro em São Paulo, quando abriram para a banda sueca Dark Funeral, consolidando o nome da banda no cenário underground brasileiro.

Em 2004, lançaram o segundo disco intitulado “HOW INNOCENCE DIES”, também através da Hellion Records. Mais uma vez a banda realizou vários shows pelo sul e sudeste do país consolidando ainda mais sua música. Vale destacar a abertura do show do Dimmu Borgir no Rio de Janeiro, quando tocaram em uma das maiores casas fechadas da América Latina.

Uma boa descrição da música realizada pela banda seria transformar os sentimentos menos positivos do ser humano como: angustia, desespero, medo, ódio, tristeza e mistura-los aos estilos mais radicais dentro do Heavy Metal como Doom Metal, Death Metal e Black Metal. Adiciona-se a isso uma grande variedade de vocais cantados principalmente em inglês, mas também um pouco de francês e se tem o som original criado pelo Avec Tristesse, às vezes classificado como Dark Metal.

Nessa época, o nome Avec Tristesse já havia surgido a partir do clima que se ouvia nas músicas, todas criadas de forma espontânea a fim de traçar naturalmente um estilo, ou, melhor ainda, uma identidade para a banda.

Site: http://www.avectristesse.com

Indo agora para o nordeste do nosso país, vamos falar sobre o Malefactor!

No ano de 1991, mais precisamente no mês de dezembro, os amigos Vladimir Senna (Guitarra e Vocal) e Alexandre Deminco (Bateria) decidiram formar um novo grupo de metal extremo no Brasil. Após algumas idéias, o grupo acabou por optar pelo uso do nome MALEFACTOR, por acreditarem que este conseguia sintetizar em uma só palavra um sinônimo para a musicalidade densa e obscura à qual ambos ansiavam pôr em prática (“MALFEITOR”).

No final de 1992 ocorre a primeira apresentação no Festival Halloween com mais 9 bandas de metal do cenário de Salvador, sendo que o Malefactor foi considerado o melhor show da noite, recebendo vários convites para novas apresentações na cidade e fora dela.

Em 1993, Vladimir adota o pseudônimo Lord Vlad, uma homenagem ao mago Aleister Crowley (Lord Vlad Luciferian) e passa a se concentrar somente como Vocalista, ficando Ricardo Oitaven como segundo guitarrista. Alexandre nesta época precisou sair do grupo e foi substituído por Ivan Braga.

Com esta formação o MALEFACTOR grava sua primeira demo “Sickness”, apresentando uma música altamente técnica e agressiva, sendo bastante elogiada pela mídia especializada na época. Contando com um session member para os teclados ao vivo, o grupo se apresentou ao lado de vários grupos, sendo convidado para apresentar-se no lançamento do álbum GOETIA do Mystifier, até hoje um dos álbuns brasileiros mais conceituados fora do país. Uma série de shows passam a ocorrer e desentendimentos ideológicos fazem com que o grupo fique sem baterista e sem tecladista.

Já sem baterista, o grupo resolveu dar uma guinada geral nos seus horizontes e contrataram o produtor Austríaco Ephendy Steven, que trabalhou como engenheiro de som na Europa de bandas como Kreator, Assassin, Destruction, Sodom e outras. Junto com Steven é produzido a promo-tape “Into The Black Order”. A bateria foi gravada por um velho amigo da banda, Vicente Azevêdo (Carnified).
Com a saída de Ricardo Oitaven e Valdo Jr. a banda se desestabiliza, ficando apenas Danilo e Vlad no grupo.

No ano de 1996, após alguns testes frustrados com alguns músicos, uma nova formação completa é apresentada com a volta de Alexandre Deminco ao seu posto, trazendo consigo o baixista Roberto Souza, o guitarrista Jafet Amoêdo e a tecladista Elaine.
Após um hiato de 3 anos sem se apresentar ao vivo, finalmente os palcos puderam ver o grupo na ativa.

Elaine se muda para a Noruega, sendo rapidamente substituída pelos tecladistas Luciano Veiga e Ovídio Amoêdo.

Em 1998 o debut “Celebrate Thy War” é lançado pelo selo paulista Megahard Records, alcançando ótimas notas na mídia e fazendo com o que o MALEFACTOR levasse 2500 pessoas à Concha Acústica de Salvador no lançamento do álbum, sendo até hoje um dos maiores público num show não gratuito de metal na cidade.

Em 2001 Jafet é substituído por Martin Mendonça (ex-Mystifier) e gravam o álbum “The Darkest Throne”, sendo que Jafet gravou metade das músicas.

Pensando em conquistar outros mercados o grupo parte para uma tour de 30 dias pela Europa, levando Wallace Guerra na segunda guitarra e Marcelo Antunes como session member, pois Roberto teve inúmeros problemas na época, não podendo ir na tour.

Os shows foram muito bons no geral, conseguindo colocar o nome do grupo na imprensa européia e recebendo elogios de zines e revistas metálicas do velho mundo. A revista portuguesa LOUD! Comentou o show do Malefactor em Lisboa como um dos melhores eventos daquele ano no país.

Na volta, Wallace foi substituído por Ricardo Sanct (atual Veuliah) e a THE DARKEST TOUR passou por 12 estados do país, 3 países (Alemanha, Portugal e Bélgica), colocando a banda entre as mais representativas bandas do metal brasileiro.
Para 2003 o grupo deu mais uma guinada geral e volta a contar com Jafet Amoêdo no grupo, assina com o promissor selo brasileiro MANIAC RECORDS e gravando aquele que é para muitos um dos mais competentes e criativos álbuns do metal nacional, “BARBARIAN”.

“BARBARIAN” traz 11 músicas com uma produção estupenda, que vêm a fortificar e muito o nome do metal brasileiro pelo mundo.
Além do disco o MALEFACTOR, com o apoio incondicional da MANIAC RECORDS, gravou um vídeo-clip para a faixa “Followers of the Fallen”, que vêm como faixa multimídia no CD e já pode ser visto em alguns canais de TV do Brasil e do exterior.

MySpace: http://www.myspace.com/malefactorbrazil

E, finalmente, vamos falar dos mineiros do Silent Cry!

A banda teve inicio em 1993 por Jefferson Britto (Drums,Vocals), e Dilpho Castro (Guitars and vocals).

Em 1994 a banda lançou seu primeiro trabalho em forma de uma demo tape intitulada "TANATOFILO, OPULENTE PLENILÚNIO", demo esta que abriu muitas portas expondo a banda ao cenário underground brasileiro.

Já no ano de 1995 o guitarrista Cássio Brandi e a vocalista Suelly Ribeiro foram convidados a juntarem-se ao grupo trazendo ainda mais possibilidades para a banda em termos de composição.

Com esta nova formação a banda gravou em 1997 uma nova demo tape que foi lançada de forma independente, intitulada “TEARS OF SERENITY” que teve inúmeros bons comentários na cena do metal nacional. Logo após o lançamento da demo "TEARS OF SERENITY" a banda assinou contrato com a Demise Records para o lançamento do primeiro cd da banda, “ Remembrance ", em 1999, que colocou a banda em uma posição de reconhecimento no cenário underground brasileiro.

Em 2000 a banda lançou seu segundo CD denominado “GODDESS OF TEARS”, dando continuidade ao trabalho começado com o CD “REMEMBRANCE”. Este álbum gerou ótimos resultados, entre eles a inclusão de uma faixa na coletânea da gravadora alemã Nuclear Blast.

No inicio de 2001 a banda começou a compor o seu ultimo trabalho com a Demise Records, o Ep “SHADES OF THE LAST WAY... A PRELUDE OF A NEW BEGIN”, e a versão em CD da demo "TEARS OF SERENITY" de 1997.

Em Janeiro de 2003 foi lançado o novo trabalho da banda “DANCE OF SHADOWS” pelo selo Avernus Records de propriedade dos próprios integrantes. Este álbum eleva positivamente o nível da banda e ela faz diversas aparições como entrevistas e shows da mais alta qualidade no quesito Metal.

Tudo isso levou a banda a assinar um contrato com a gravadora paulistana Hellion Records (maior gravadora de Metal do Brasil) que lançou em 2005 o álbum “DARKLIFE”, um cd que conta com uma grande produção da gravadora Hellion Records e masterização no renomado estúdio finlandês Finnvox.

O Silent Cry se firma como um dos maiores e mais antigos nomes do Gothic/Doom nacional. Desde então a banda vem crescendo e se apresentando pelo Brasil com vários artistas (After Forever, Evergrey, Andreas Kisser, Epica, Shaaman, etc...) e tocado em eventos renomados do país.

A formação atual da banda conta com Dilpho Castro (Vocals & Guitars), Fabila Tozi (Vocals), Albenez Carvalho (Lead Guitars), Roberto Freitas (Bass), Ricardo Meireles (Drums) e Phillipe Dutra (Keyboards).

MySpace: http://www.myspace.com/silentcrybr

É isso aí, galera! Espero q vocês tenham aprovado nosso cardápio da semana!
Abraços!!!!!

"Keep Rocking, friends!"