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Música e arte - Omega Code no Metalsplash

sábado, 19 de setembro de 2009

Por Elaine Thrash

No próximo domingo, 20/09 o Programa Metalsplash entrevista a banda OMEGA CODE, que na verdade é um projeto idealizado por Marcelo Baldin cujo foco é aliar a música à arte.

O que esperar de uma entrevista com uma banda com influências que vão desde o hard rock ao ambient house, numa mistura de: NINE INCH NAILS, MASTODON, MOGWAI, SIGUR RÓS, BOARDS OF CANADA, APHEX TWIN, SQUAREPUSHER, OPETH, entre outras? Isso vocês só saberão assistindo ao Metalsplash!!!

O Programa Metalsplash vai ao ar domingo ao vivo, das 12h às 13h - horário de Brasília. Para assistir, basta acessar o site AllTV

Os internautas podem interagir com os convidados e com os apresentadores através do Chat ou do espaço “Linha Direta”, fazendo perguntas, comentários, críticas, sugestões e ainda participar de sorteios.

Para mais informações, visite

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Omega Code - Myspace

Omega Code - Site


O Metalsplash apóia o Metal Nacional!!!

Só pra quem é fã: Resenha do Show do Opeth

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Depois de 9 álbuns de estúdio, já estava mais do que na hora da banda sueca Opeth brindar o Brasil com uma apresentação ao vivo. Demorou, mais valeu a pena! Impossível de ser classificada ou rotulada, a banda tem conseguido cada vez mais sucesso por sua genialidade e mistura de ritmos que dão um tom inigualável (e hoje muito copiado) em relação a outras bandas de metal. A mistura de vocais guturais com vocais limpos não é novidade no metal, mas o que difere os suecos das demais bandas que utilizam esta técnica é a perfeita combinação disto com letras cativantes, humildade e bom humor dentro e fora dos palcos, e acima de tudo muita paixão por se reinventar sem medo de experimentar!

Primeiramente, falando sobre o local escolhido para o show, o conhecido do público “forrozeiro” Santana Hall. Os pontos positivos do local ficam por conta da localização (apenas 3 min da estação do metrô mais próxima) e da boa visibilidade do palco estando o espectador em qualquer lugar da casa. Os negativos, pelo menos os observados no show do Opeth, são a falta de cuidado com a manutenção (uma cachoeira começou a cair no palco durante a banda de abertura e goteiras perduraram durante boa parte do show do Opeth) e a marcação de outros shows no mesmo dia de outras “bandas”, o que acabou “apressando” a banda. O balanço final é de uma boa casa e que merece ser palco de outros shows, porem precisa de alguns cuidados urgentemente!

A banda responsável por acender a galera foram os paulistanos do “Of the Archaengel”, com seu dark metal competente com algumas pitadas de doom. Apesar de conseguir arrancar aplausos do público, sua apresentação foi muito prejudicada por problemas técnicos, que deixaram o vocalista Alex Rodrigues visivelmente irritado. Aparentemente sem executar seu set completo, a banda deixa o palco ao som de gritos empolgados de “Opeth, Opeth”, vindos do público que a esta altura já lotava as dependências do Santana Hall. Eis que as 19h20 (40 minutos adiantados em relação ao horário programado), as luzes se apagam e a banda surge no palco, levando a platéia a um estado de êxtase sem igual. Logo de início mandam “Heir Apparent”, segunda música do seu álbum mais recente Watershed (2008), com todos os espectadores ansiosos para ouvir o gutural do vocalista e líder Mikael Åkerfeldt. Entretanto, as pessoas que estavam mais próximas ao palco (inclusive este que vos escreve) relataram o baixo volume dos vocais, que assim permaneceu (com alguma melhora) até o final do show. Logo na seqüência a banda executa o petardo “Ghost of Perdition”, do álbum Ghost Reveries (2005), levando o público ao delírio e arrancando lágrimas de alguns presentes, tamanha a emoção com que levaram a música. Ao fim da mesma, Mikael saúda a platéia e inicia seu show “stand-up comedy”! É incrível como o cara faz piadas o tempo inteiro e consegue arrancar risos da platéia. Alem de um grande músico/compositor, ele é um verdadeiro showman! A seqüência fica por conta de "Godhead's Lament", "Creedence" (com um show do baixista Martin Mendez) e "Hessian Peel”, sendo as duas primeiras músicas mais antigas, porem levadas por competência pelos membros mais recentes Fredrik Åkesson e Martin "Axe" Axenrot. Entre uma música e outra, Mikael emenda piadas sobre futebol, mulheres brasileiras, e até mesmo sobre o heavy metal, fazendo o convite para a platéia abandonar o famoso símbolo “devil’s horns” para adotar o novo “the hook”, que consiste em deixar os dois dedos indicadores em forma de gancho. Sobrou até para a camiseta do próprio Mikael com a foto do filme “Conan” ("Vocês já viram esse filme? É um dos piores que eu já vi"). Um piadista!!

Com uma seqüência avassaladora formada pela pesada "The Lepper Affinity", a cativante "Closure", a épica "Night and the Silent Water" e a estupenda “The Lotus Eater”, a banda encerra o set sendo ovacionada pelo público já exausto! Para o já tradicional bis, a banda consegue arrancar a última gota de energia do público ao tocar “Deliverance”, fazendo o chão do Santana Hall tremer mais uma vez!

Público emocionado e banda idem! O saldo final do show foi super positivo, apesar dos pequenos contratempos técnicos e as goteiras em cima do palco. A banda terminou seu show tendo a certeza de que possui no Brasil um público fiel e apaixonado pela banda e por suas melodias únicas dentro da atual cena metal. Fãs estes que cantaram em alto e bom som todas as músicas da banda e deixaram ecoando os vocais guturais para o show de forró que começaria logo em seguida (hehehe)!!!

Fernando Domingues*


Considerado pela equipe do Metalsplash como o fã brasileiro número 1 do Opeth, Fernando Domingues* escreveu esta resenha exclusivamente para nós, pois ninguém melhor que ele para relatar o maravilhoso show que presenciamos dia 05/04 no Santana Hall!

Valeu, Fernando!!!





Opeth pela primeira vez no Brasil

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Agência Sobcontrole orgulhosamente traz pela primeira vez ao Brasil os suecos do Opeth.

Considerada uma das bandas mais admiradas da atualidade, o Opeth faz sua única apresentação no Brasil dia 05 de Abril, próximo Domingo às 20h no Santana Hall.

A abertura da casa ocorre às 18h e o “open act” da noite é a banda paulista Of The Archaengeal, antiga Lethal Curse.

O Santana Hall fica na Avenida Cruzeiro do Sul, 2737 – Santana (próximo à estação de metrô Santana)

Mais informações:

www.myspace.com/opeth

www.opeth.com

sobcontroleproducoes@yahoo.com.br

Cardápio METAL da Semana

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Saudações METALSPLASHERS!!!!
Mais um mes começa e pra comemorar o mes do carnaval, vamos falar de ROCK N ROLL...rssrsrsr

Ghost Reveries é o último álbum do quinteto encabeçado por Mikael Akerfeldt, oriundo dos cafundós da Suécia - Sörskogen para ser exato. A 'obra' de um modo geral está enraizada na linha seguida nos últimos trabalhos da banda - Blackwater Park e Damnation/Deliverance - mais acessíveis do que os primeiros trabalhos.

Primeiros acordes: Ghost of Perdition, uma porrada que abre o CD, começa cadenciada em 3x4 e com vocais guturais. Segue em diversas linhas, passando por momentos, ora 'deathzão', ora 'genesiano'. A música dá a tônica do álbum como um todo.

Momento Led Zeppelin: Atonement, com uma harmonia meio hindu e percussão, lembra muito o quarteto inglês. Somente com vocais limpos e um clima místico criado pelo mellotron de Per Wilberg, agora membro oficial da banda.

Cansativa: A música de trabalho do álbum, que já tem videoclip, Grand Conjuration é a menos empolgante pelo fato de que, depois dos 7 minutos de música, ela começa a se repetir. Os caras devem ter optado por fazer uma música mais acessível pra conquistar o público norte americano. Ainda assim uma grande canção, mas a pior do disco.

Excelente aperitivo pra quem vai conferir a banda em solo brasileiro, pela primeira vez. Pra quem não conhece ainda, uma boa mostra do que significa o som, muitas vezes incompreensível, desta ótima banda sueca.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando ouvi o disco anterior da banda, Act 2: Galileo. Apesar de ser um álbum conceitual extremamente bem feito em sua concepção gráfica e lírica, faltava o principal: a música. Não que fosse ruim, mas este album tem "apenas" 19 faixas. Isso por causa das inúmeros diálogos, introduções e etc. Tornava o álbum um pouco cansativo, porque você tinha que procurar as músicas no meio desse mar de interrupções.

Com o Eternity Ends, tudo muda. O design gráfico melhorou ainda mais, as letras continuam incríveis e, finalmente, o melhor: as músicas são fantásticas. Ainda bem que eles tiraram aqueles diálogos! São 12 faixas de puro Heavy Melódico. Destaco as incríveis Eternity Ends e Hidden Pain. O som do Time Machine dá mais destaque às melodias e aos vocais de Nick Fortarezza. É claro, também existe um ótimo trabalho de guitarras, como em Behind The Cross. Joe Taconne usa e abusa da alavanca e investe alto no feeling. Talvez falte um pouco de peso, na minha opinião pessoal, mas se continuar do jeito que está, o Time Machine com certeza vai chamar atenção no cenário metálico mundial.

Estilo Damnation: Hours of Wealth e Isolation Years nos remetem ao disco exclusivemente de rock progressivo da banda. Ótimas melodias, vocais limpos e de novo o mellotron faz a ambientação com maestria.
Melhor do álbum: Harlequin Forest, segue a linha típica das composições do Opeth, mas com originalidade. Tem passagens que lembram Bleak de Blackwater Park, algumas outras nos remetem aos tempos de Orchid e Morningrise. Fecha com uma levada sincopada no estilo da música título de Deliverance.

Índie, underground, grunge, stoner, punk, ou apenas roqueiro. Seja lá a vertente que você segue e seja lá o estilo que você admita ser a maior característica da pegada do Monster Magnet, é inegável deixar de dizer que é do rock que a gente gosta e que nos dá motivo de alegria. Simples mas ao mesmo tempo arrojado, o som do grupo formado em New Jersey, combina músicas meramente comerciais e ao mesmo tempo ousadia em solos e riffs com uma pegada quase Heavy Metal.

Mas não se engane: é quase um disco pop, típico daquele de deixar rolar no som do carro enquanto sua garota fala sobre coisas que muitas vezes você não está nem um pouco interessado em ouvir, ou até mesmo recomendável para as rockeiras que gostam de boa música. De certeza, “4-Way Diablo” tem um estilo interessante e fiel às bases.

O encarte é místico, com destaque para o título de cada faixa e imagens que remetem à rebeldia do rock, um pouco de astronomia e muito bom gosto. A banda ganha destaque pela voz de Dave Wyndorf que também é responsável por uma das guitarras junto com Ed Mundell. Bob Pantella e Jim Baglind completam o time respectivamente na bateria e no baixo.

Se por alguns momentos você pensar que nada mais é do que uma banda estilo festa universitária, não leve isso muito a sério. Apesar de clichê, pouco diferenciado e até aparentar ser uma bela cópia de uma ou outra banda bem sucedida dos anos 90, é um registro muito bem gravado e executado. Inclusive, não deixe de conferir a versão cover de “2000 Light Years From Home”, dos Rolling Stones.
É isso aí camaradas espero que voçes tenha gostado da coluna deste mês e não percam em Março o METALSPLASH FEST I!!!!

Até Domingão!!!
KEEP ON ROCKING FRIENDS!!!