Aqui quem escreve é o Arthur, o cara por trás das câmeras e da técnica do METALSPLASH! Hoje estou inaugurando meu primeiro post do blog e gostaria de abordar um tema que considero muito bacana no cenário heavy metal, que é o dos álbuns conceituais.
Incrivelmente existe uma parte do público de heavy metal que nem ao menos entende o que é um álbum conceitual, então vamos primeiro definir isso. Álbum conceitual é aquele que uma banda compõe com todas as músicas seguindo a mesma linha de pensamento e de história, seja ela real, ou criada pela banda. As músicas não são aleatórias, elas têm uma seqüência e criam um enredo do álbum ou até mesmo de uma única música quando ela é divida em partes, acho que o maior exemplo de música que conta um história pode ser a “Achiles, Agony and Ecstasy In Eight Parts” dos reis do metal o MANOWAR.

Como diz o nome, a música é divida em oito partes e cada uma delas conta um pouco da história de um guerreiro. Mas voltando a falar dos álbuns conceituais o que vejo é que estas criações estão sendo utilizadas cada vez mais por diversos estilos diferentes, já que antigamente álbum conceitual era característica de bandas de Prog-metal, ou metal melódico, quando muito heavy metal. Como bons exemplos nacionais posso citar dois álbuns do metal melódico, um deles é o famoso “Temple of Shadows” do Angra, que fez um enorme sucesso e rendeu uma das melhores turnês da banda também.

O álbum conta a história de um guerreiro que busca reencontrar a sua fé no mundo, na religião. Outro álbum recente e muito bom por sinal, é o “The Reason Of Your Conviction” da banda Hangar.

Este narra através das músicas a visão de mundo de um serial killer e como as sensações passam pela sua mente.
Geralmente todo álbum conceitual gera um marco na carreira da banda não só pelo seu conteúdo mas também pela qualidade e produção das musicas nos show da banda, pois pensem: se as músicas têm uma seqüência no álbum seria meio ilógico não recriar o mínimo possível disso no palco. Essa produção sempre enriquece os shows da banda e felizmente nunca fazem a banda perder a sua identidade. O exemplo mais atual disso é o JUDAS PRIEST que há pouco lançou o “NOSTRADAMUS”, álbum excelente que demonstra a história do profeta Nostradamus, mas sem perder nem um pouco o estilo tradicional do heavy metal oitentista do JUDAS PRIEST.

E cada vez mais outros estilos se arriscam em compor um álbum conceitual, assim como a banda nacional

Uma das raras bandas que meteu as caras e compôs um álbum conceitual de trash/death demonstrando a qualidade do material nacional e a inovação de um estilo muito bem aceito no Brasil.
E essa é a tendência, headbengers e headbengas. Cada vez mais veremos bandas dando o máximo de si para as criações e buscando inovação e diferenciais para o seu som e criar ou estudar uma história para compôr um álbum e uma enorme forma de criação.
Mas e você? O que você acha dos álbuns conceituais? Você curte? Gosta de acompanhar a história por trás do álbum? Deixe aqui seu recado e sua opinião sobre esse tema!!
E é claro assista ao METALSPLASH em www.alltv.com.br
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