segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Saudações METALSPLASHERS!!!!!
Mais um ano se foi e, mais um ano nasceu!!!!
E nada para comemorar um novo rebento do que "Heavy Metal na Oreia"!!!

Então dedo no PLAY!!!!!

Após ouvir “House Of Bones” fica difícil entender como o VersOver ainda não explodiu na cena nacional e internacional. Lançamento no exterior e boas notas em revistas especializadas apareceram, mas este disco merece ser aplaudido de pé, digno de colocar a banda no mundo.
Um som maduro calcado no metal clássico, sempre com bastante agressividade e toques de progressivo espetaculares. Os músicos não vacilam um segundo sequer na execução de suas linhas. O intricado parece simples para o grupo.
Por vezes o Queensryche vem à mente e aí, se você concorda que o Superior arrebentou em “Ultima Ratio”, ouça isso. Não é tão sugado de “Operation: Mindcrime”, apresenta outras influências e, sem dúvida, supera o já ótimo trabalho dos alemães.

A Bay Area aparece aqui e ali, através dos potentes riffs de Gustavo Carmo, e do soberbo trabalho de baixo e bateria estabelecido por Fernando Hagihara e Daniel Roviriego. A união destas vertentes e a qualidade de cada integrante dão o contorno, dentro do qual desenvolvem-se instrumental e letras, baseadas num conto de Adriano Villas.

O quarteto contou ainda com as participações especiais de Edu Falaschi (Angra), Leandro Caçoilo (Eterna) e Charles Dalla (Wizards). A gravação aconteceu no Creative Studios e foi realizada por Ricardo Nagata e Philip Colodetti (Shaman – Krisiun – Eterna). A produção do guitarrista Gustavo Carmo é ótima, altamente profissional.
Se “House Of Bones” não apareceu em qualquer lista que fiz do melhor de 2003, desculpem-me, demorei para escutar este grande álbum. Agora que começou também, não pára mais. Vai grudar no aparelho de som.

www.versover.com.br


Música progressiva é aquela que busca o aperfeiçoamento irrestrito, inovando, experimentando e agregando novos elementos a cada álbum. Tempos quebrados, influências diversas (da música clássica ao pop, passando pela latina), e a requerida complexidade melódica, harmônica e rítmica, tudo se encontra aqui. As coisas são amalgamadas com inteligência, não de forma gratuita e desleixada. Os recursos de diferenciação que eles se utilizam não são descarados, mas se relacionam suavemente com a conjuntura do arranjo, como em "Vaudeville", por exemplo.
Temos desde o peso do heavy metal em "Revealed Secrets" e "Count Me Out" até as deliciosamente progressivas "Hush Break" e "Be The Hero".
Marcos De Ros está entre os cinco melhores guitarristas brasileiros, e sua performance aqui não poderia ser menos que excelente. Contudo, sua atuação está melhor ressaltada pela primazia dos timbres escolhidos (incrível como sabe definir a tonalidade certa para cada momento, cada digressão, cada virada) e o perfeccionismo da produção.
Fábio Alves (baixo) e Maurício Meinert (bateria) dosam a intensidade de seus instrumentos, não atropelando os companheiros, coisa bem menos simples do que parece. Éder Bergozza é discreto e sempre contributivo, se colocando devidamente e adicionando cores magníficas nas músicas. Agora, Rafael Gubert.
O melhor vocalista brasileiro que se teve notícia nos últimos 15 anos. E este só poderia sair mesmo do prog metal. Não digo isso simplesmente pelos ótimos vocais e impressionante desempenho em todos os tons experimentados, mas também por ele saber exatamente o que fazer com sua voz. As interpretações são tocantes até nos períodos mais pesados e áridos possíveis. É o seu sentimento que canta, não a laringe.
Por tudo isso que “A Brand New Day” é, facilmente, o melhor álbum nacional do ano. E, pasmem, consegue até fazer sombra a “Room V”, do Shadow Gallery, em termos mundiais. Assombroso. Satisfatoriamente assombroso.


Basta uma pequena lista para comprovar isso: Henceforth, Mindflow, Perpetual Dreams, Scars, além de novos gigantes como Krisiun, estão ateando fogo no cenário musical nacional, e isso faz um bem danado para todos os envolvidos, passando por fãs, jornalistas e músicos. Pois agora mais um nome surge e tem tudo para figurar lado a lado com os citados acima: Laudany.
Investindo em uma sonoridade pesada, e que busca por um caminho único, o grupo mostra personalidade em “Trials And Punishments”. Ainda que o rótulo “gothic metal” seja recorrente nas matérias sobre o Laudany, a banda transcende esta denominação. Influências do estilo podem ser sentidas em todas as faixas, assim como pitadas de hard rock, metal tradicional e até progressivo. Para efeitos de comparação, o som da banda me trouxe à mente o grupo finlandês The 69 Eyes, principalmente pelas generosas doses de hard rock.
Mas ficar neste papo de estilos e rótulos é perda de tempo.
O que vale é colocar o trabalho para rolar, e daí a coisa muda de figura. O profissionalismo dos caras salta aos ouvidos, com músicas muito bem elaboradas, arranjos que passam a sensação de terem sido muito bem pensados e discutidos, execução impecável e uma produção excelente. Os vocais de Moysés Prado são uns dos destaques do álbum, assim como o trabalho do tecladista Wellington Moreira. Guitarras pesadas são presença constante, o que torna o som do Laudany muito agradável, e fácil, de se ouvir.

De uma maneira geral as dez faixas que compõe “Trials And Punishments” soam bastante homogêneas, com a qualidade nivelada pelo alto (bem pelo alto, diga-se de passagem). A abertura com “Learning To Fall” poderia ser trabalhada perfeitamente como single que estouraria facilmente nas “rádios rock” do país.
“Darkening The Youth” também merece destaque, assim como “The Almighty Ego”, a linda balada “Unnatural Paradise”, “Criminal” e “My Dying Seeds”, mas o disco soa convincente do início ao fim.
Merece destaque também o belíssimo trabalho gráfico, de muito bom gosto e que agrada de imediato.
O Laudany mostrou algumas cartas na manga em “Trials And Punishments”, e lançou um excelente disco. Este ano de 2006 está sendo pródigo em ótimos álbuns nacionais e tenho certeza de que continuará sendo assim, mostrando todo o talento que os músicos brasileiros possuem.
Um grande álbum, pode comprar sem medo.
www.laudany.com.br

É isso aí meus caros espero que gostem !!!
Esta coluna foi dedicada as mulheres da minha vida: Carol , Isabel e Alana!!! Amo vocês!!!
KEEP ROCKING FRIENDS!!!!

6 Metalsplashers:

e_thrash disse...

Fodástico, Sérjão!
Começou muito bem o ano!!!

e sábado é nóis no churras do Thiagão! uhuuuuuuuu!!!

Bruno Roberto Massoli disse...

Fala galera do Metalsplash, tdo blz ?

Quero parabeniza - los pelo primeiro programa do ano de 2009. E desejo a todos sucesso e muitas felicidades neste que começa.

Bruno Roberto Massoli disse...

Fala galera do Metalsplash, tdo blz ?

Quero parabeniza - los pelo primeiro programa do ano de 2009. E desejo a todos sucesso e muitas felicidades neste que começa.

"Arteathrash" disse...

vlw, Brunão!!! esteja sempre conosco!

abraços

Sergio Leopoldo disse...

divulga nóis aí camarada!!!

Bruno R. Massoli disse...

Galera pode deixar vou dar uma forca para vcs sim e vcs merecem. Eu já fiz questão de pegar a logotípia de vcs aqui no blog e a colocarei na parte de parcerias do site da MS. Pode ter certeza de que vcs vão ter apoio meu sim.