Cardápio METAL da Semana

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Saudações METALSPLASHERS!!!!
Mais um mes começa e pra comemorar o mes do carnaval, vamos falar de ROCK N ROLL...rssrsrsr

Ghost Reveries é o último álbum do quinteto encabeçado por Mikael Akerfeldt, oriundo dos cafundós da Suécia - Sörskogen para ser exato. A 'obra' de um modo geral está enraizada na linha seguida nos últimos trabalhos da banda - Blackwater Park e Damnation/Deliverance - mais acessíveis do que os primeiros trabalhos.

Primeiros acordes: Ghost of Perdition, uma porrada que abre o CD, começa cadenciada em 3x4 e com vocais guturais. Segue em diversas linhas, passando por momentos, ora 'deathzão', ora 'genesiano'. A música dá a tônica do álbum como um todo.

Momento Led Zeppelin: Atonement, com uma harmonia meio hindu e percussão, lembra muito o quarteto inglês. Somente com vocais limpos e um clima místico criado pelo mellotron de Per Wilberg, agora membro oficial da banda.

Cansativa: A música de trabalho do álbum, que já tem videoclip, Grand Conjuration é a menos empolgante pelo fato de que, depois dos 7 minutos de música, ela começa a se repetir. Os caras devem ter optado por fazer uma música mais acessível pra conquistar o público norte americano. Ainda assim uma grande canção, mas a pior do disco.

Excelente aperitivo pra quem vai conferir a banda em solo brasileiro, pela primeira vez. Pra quem não conhece ainda, uma boa mostra do que significa o som, muitas vezes incompreensível, desta ótima banda sueca.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado quando ouvi o disco anterior da banda, Act 2: Galileo. Apesar de ser um álbum conceitual extremamente bem feito em sua concepção gráfica e lírica, faltava o principal: a música. Não que fosse ruim, mas este album tem "apenas" 19 faixas. Isso por causa das inúmeros diálogos, introduções e etc. Tornava o álbum um pouco cansativo, porque você tinha que procurar as músicas no meio desse mar de interrupções.

Com o Eternity Ends, tudo muda. O design gráfico melhorou ainda mais, as letras continuam incríveis e, finalmente, o melhor: as músicas são fantásticas. Ainda bem que eles tiraram aqueles diálogos! São 12 faixas de puro Heavy Melódico. Destaco as incríveis Eternity Ends e Hidden Pain. O som do Time Machine dá mais destaque às melodias e aos vocais de Nick Fortarezza. É claro, também existe um ótimo trabalho de guitarras, como em Behind The Cross. Joe Taconne usa e abusa da alavanca e investe alto no feeling. Talvez falte um pouco de peso, na minha opinião pessoal, mas se continuar do jeito que está, o Time Machine com certeza vai chamar atenção no cenário metálico mundial.

Estilo Damnation: Hours of Wealth e Isolation Years nos remetem ao disco exclusivemente de rock progressivo da banda. Ótimas melodias, vocais limpos e de novo o mellotron faz a ambientação com maestria.
Melhor do álbum: Harlequin Forest, segue a linha típica das composições do Opeth, mas com originalidade. Tem passagens que lembram Bleak de Blackwater Park, algumas outras nos remetem aos tempos de Orchid e Morningrise. Fecha com uma levada sincopada no estilo da música título de Deliverance.

Índie, underground, grunge, stoner, punk, ou apenas roqueiro. Seja lá a vertente que você segue e seja lá o estilo que você admita ser a maior característica da pegada do Monster Magnet, é inegável deixar de dizer que é do rock que a gente gosta e que nos dá motivo de alegria. Simples mas ao mesmo tempo arrojado, o som do grupo formado em New Jersey, combina músicas meramente comerciais e ao mesmo tempo ousadia em solos e riffs com uma pegada quase Heavy Metal.

Mas não se engane: é quase um disco pop, típico daquele de deixar rolar no som do carro enquanto sua garota fala sobre coisas que muitas vezes você não está nem um pouco interessado em ouvir, ou até mesmo recomendável para as rockeiras que gostam de boa música. De certeza, “4-Way Diablo” tem um estilo interessante e fiel às bases.

O encarte é místico, com destaque para o título de cada faixa e imagens que remetem à rebeldia do rock, um pouco de astronomia e muito bom gosto. A banda ganha destaque pela voz de Dave Wyndorf que também é responsável por uma das guitarras junto com Ed Mundell. Bob Pantella e Jim Baglind completam o time respectivamente na bateria e no baixo.

Se por alguns momentos você pensar que nada mais é do que uma banda estilo festa universitária, não leve isso muito a sério. Apesar de clichê, pouco diferenciado e até aparentar ser uma bela cópia de uma ou outra banda bem sucedida dos anos 90, é um registro muito bem gravado e executado. Inclusive, não deixe de conferir a versão cover de “2000 Light Years From Home”, dos Rolling Stones.
É isso aí camaradas espero que voçes tenha gostado da coluna deste mês e não percam em Março o METALSPLASH FEST I!!!!

Até Domingão!!!
KEEP ON ROCKING FRIENDS!!!

8 Metalsplashers:

"Arteathrash" disse...

aeeeeeeeee!!!!! vlw, Sérgio!!! uhu!!! arrebentou! agora sim eu gostei! hehehe

e quem vai ao show do opeth???

philipp disse...

show do opeth eu vou

Mauricio Cliff disse...

"Saudações a todos do blog e do programa, estamos com saudades!! Let's rock Reviolence"

Metalsplash disse...

vlw, Mauricio! Logo mais podemos marcar algo com o Reviolence outra vez!

Abraços!!!

e_thrash disse...

Leiam a coluna do Costábile na TV Tribuna

http://tvtribuna.globo.com/colunas/colunas_ver.asp?idColuna=904&idColunista=21

ele colocou lá um presentinho para nós, metalsplashers! hehe

"Arteathrash" disse...

vinhetinhaaaaaaaaaa

http://www.youtube.com/watch?v=COVI1ohC9CE

Carol Cruz disse...

Ahasou no Cardápio! =]

Carol Cruz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.