CArdápio Metal da Semana

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Saudações Metalsplashers!!!!

Depois de mais um domingo de cumprir com nosso direito obrigatório(votar) , e que foi pior porque não tivemos nosso querido Metalsplash (buuaaa) vamos começar a semana sacudindo a poeira!!!

"Soundscape Of Emotions", cujo acabamento é tão caprichado que a Die Hard Records não perdeu tempo, assinou com a banda e liberou esta belíssima versão em digipack.
São 10 faixas relativamente longas, onde o próprio Hollowmind diz investir em uma sonoridade que mescla o peso do Heavy Metal e a musicalidade do Rock Progressivo clássico, influenciada por Iron Maiden, Rush e Megadeth. As referências são válidas e de respeito, mas o grande lance aqui é que as mesmas são exploradas com bom senso e sensibilidade, longe de causar aquele conhecido sentimento de ‘deja-vu’ meio forçado no ouvinte.
São várias mudanças de andamento cujas transições são bem suaves; Roberto, que não possui um tumbre de voz poderoso, sabiamente não se arrisca além do necessário e acaba soando de forma extremamente agradável.

Outra prova da enorme gama de talento da banda está na bateria que é eletrônica, pois foi somente ao término das gravações que a formação se completou como um verdadeiro power trio, com a entrada do baterista Felipe Gomes.
Participam do CD os convidados José Cardillo (Eterna, Abstract Shadows), Kadu Averbach (Wizards), entre alguns outros. No que diz respeito às letras, o álbum foi concebido como uma pequena trilha sonora dos diversos sentimentos humanos. Sentimentos... É esta a palavra que define sua música, derrubando a necessidade de rotulá-la – basta dizer que é um álbum de Heavy Metal um tanto quanto peculiar e repleto de elegância. Muito bom!

“We’re Back”. O Monster literalmente se colocou na cena metálica à custa de muito trabalho em cima de seu primeiro cd, e com vários shows. A competência de Paul X (baixo/vocal), EV Sword (Bateria) e Stone (Guitarras) é indiscutível. Mas a banda ao invés de assinar contratos com gravadoras opta por fazer tudo de forma independente, literalmente entrando como um monstro metálico e se impondo a base de muito heavy metal e muita luta, coisa normal para os caras.
Este novo cd, que nem é de verdade um segundo “Full Lenght”, contém 4 músicas novas, que apresentam aquele heavy-rock pesadão típico do Monster, como “At Last”, a cadenciada “A Toast to Your Life”, a mais hard “No One Can Stop Us!!!” (qualquer semelhança com “Symphony of Destruction” do Megadeth é apenas coincidência) e a mais “melódica” “Over the Edge”. Resumindo: o Monster continua com seu estilo calcado no hard-heavy, só que bem mais pesado e soturno, um bom caminho.
O grande destaque, e não poderia deixar de ser, é o “medley” “Sp-Metal”, que contém trechos de cerca de 2 minutos de músicas que fizeram parte da fantástica coletânea “SP-Metal” mais 2 músicas que integraram a parte 2 desta coletânea, que reuniu bandas lendárias do metal nacional. O Monster literalmente presta uma honesta homenagem a bandas como Centúrias, Harppia e Salário Mínimo, que lutavam pelo metal nacional em anos aonde ser metaleiro era sinônimo de perseguição e descriminação. É revigorante ouvir músicas como “Salém (A cidade das Bruxas)”, “Missão Metálica”, “Santuário” e “Spartacus, o Gladiador-Rei”, com suas letras traduzidas para o inglês, mas com respeito a suas melodias originais. Por sinal se o Monster fizer um cd só de tributo a estas bandas no futuro será uma ótima idéia, pois a banda se saiu muito bem nesta homenagem.
O cd ainda traz dois momentos ao vivo, “If You Can’t Trust Me” e “Monster”, que só reforçam a competência do “power-trio” tupiniquim ao vivo. Um bom cd, que mostra que o Monster é o mesmo de sempre, mas sente-se falta de um cd novo de inéditas...que inflismente não previsão já que a banda se desfez...uma pena.


Se muitos torceram o nariz pela falta de criatividade que o Krisiun apresentou naquele seu mais recente disco de estúdio, que levava o título de “Ageless Venomous”, com certeza irão apreciar (e muito) este mais recente lançamento do trio gaúcho que traz o simplório nome de “Works of Carnage”. Com o mesmo line-up, apresentando Alex Camargo (vocal e baixo), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria), o Krisiun mantém-se fiel às mesmas características peculiares do seu death metal extremo, mas para a surpresa de muitos, aqui trazendo mais peso nas guitarras, uma bateria com mais viradas e inclusive um vocal mais diferenciado por parte de Alex Camargo.
É só colocar “Works of Carnage” para rodar que já se notam as diferenças em caso de comparação com o disco anterior. Com uma introdução curta, “Thorns of Heavens” abre o disco no mais velho estilo Krisiun: riffs cortantes, bateria ultra-pesada e um vocal mais que agressivo. Pelo que a banda desenvolve nesta música – algo que é simplesmente impecável – “Thorns of Heavens” está entre as minhas favoritas do disco. Na seqüência vem mais um petardo, “Murderer”, que já está com o seu videoclipe rodando pela MTV – este mesmo clipe vem como bônus aqui no “Works of Carnage”. Nesta música os riffs estão mais “cortantes” que nunca. “Ethereal World”, a faixa seguinte, para mim é a melhor composição de todo o disco... O que o Krisiun fez com esta música foi surpreendente, o maior exemplo dentro do álbum do porquê do Krisiun ser o maior expoente da atualidade quando se fala de death metal extremo. Se estas três composições que abrem o disco são as melhores na minha opinião, para não dizer que o material termina por aí, também gostaria de citar como destaques “Wolfen Tyranny”, “Sentinel of the Fallen Earth” e o cover estupendo feito para “In League with Satan”, dos mestres do black metal, Venom.






www.krisiun.com.br

1 Metalsplashers:

Carol Cruz disse...

Hollowmind, inclusive, que já esteve no nosso programa! =]

Foda as três bandas!!!!!

Bjs!